4 de abril de 2014

ATENÇÃO, PESSOAL!

Agora estamos também no face!
Olha que legal.
Sem crise, é só curtir e compartilhar as loucuras diárias da poetinha aqui.
Espero que gostem.
beijão,
Amne


Seja um Molambento você também. Com vocês:

"Molambos e Reticências:"
https://www.facebook.com/AmnePoeta


espero vocês por lá! ;)

29 de março de 2014

Até mesmo Deus, duvida...


Essa é uma troca de palavras simples
sem rimas e sem quinas
(ando cansada de tropeçar)

Cansei também do som ensurdecedor da surpresa,
que jamais se fez.

Talvez um pouco mais de rítmicas vitoriosas
do silêncio, talvez...
e minhas gargalhadas feitas do inesperado.

Feito criança abrindo um presente.
Ganhando algodão doce
ou até, e quem é que sabe,
definindo a espessura do pêlo de um gato

Porque ontem olhei na segunda gaveta
e acabou toda a cola branca de colar coração,
nos confins consagrados dos remendos 
puídos pelo tempo.
Subjugando quem eu seria
Não fosse tanta costura e cola e vida...

Talvez um dia, 
alguém surpreenda-me,
salvando eu mesma
de minha má influência! 

Por hora, deixem-me todos em paz.

Amne

Um tanto quanto mais




Uma vontade imensa
de não significar apenas um
"tanto faz..."

Amne

28 de março de 2014

É o que tem para hoje!



"Um único olhar  como aqueles destinados à
Sweet Lorraine ... Desses que jamais senti. (rei)

Talvez eu passe a vida esperando ser amada assim.
Talvez a  morte.
Talvez a eternidade.

Esperar fragmentos de amor é petrificante.
É como se fizéssemos o exercício de viver, só que ao contrário...
Preenchendo até as nuvens de vazio,
Dias e Noites de espera parada e solitariazinha.

Dentro de mim
...no infinitozinho da minha vida
guardo tanto cacareco
que a alma não fecha.

E sigo de cá,
sonhando com cafunés espontâneos..."
Amne

ATENÇÃO -
Sobre Sweet Lorraine:
https://www.youtube.com/watch?v=04WvMQmBZM8

3 de dezembro de 2013

Saudades...

Somos águias vivendo como galinhas.

( Entre Parênteses )

Uma das coisas que eu mais gosto na minha vida é deitar para ouvir o vento, então eu fecho os olhos e sinto. O vento diz muito, ele me acalma. O vento me prepara para essas coisas esbrumelengas que eu tenho em mim, enquanto junto quebra cabeças no meu peito.
E lá se foi mais um ano em minha vida...
Um ano “ganhado”. Ganhei coisas importantes: foram pitadas de noites, problemas imensos e alguns domingos, fatias de marmelada e plantas rebrotando aqui no apartamento. Senti muitas dores no pé e nas costas, contando minutos com contas gotas. Tendo que lidar com desafios e escolhas a todo o tempo.
Brinquei de bolinhas de gude e o menino aprendeu profundezas sobre a arte da subtração. Percebi o quanto somos mortais e que jamais nos preparam para isso. Envelhecer é mesmo gravitacional, em cada ação.
Tive eternidades de tristezas, e mais meia tonelada de alegrias. Inconformada com sábados voadores e segundas num andar de caracol. Foram tantos acontecimentos com peculiaridades de insetos. Passaram- se meses no calendário, mais uma vez.
Foi-se mais um ano inteirinho em minha vida! Hoje, lavei o rosto com essa constatação às cinco horas da manhã, enquanto o sol se preparava para dar as caras.
Rezei menos nessa temporada, mas creio que hoje, tenho mais consciência dos meus erros diários. Ando preguiçosamente melhorando meu lado bom. Isso dá um trabalho danado. Embora eu tenha vibrado mais com a minha essência, me orgulhando disso, dessa pequenitude de que sou feita. O universo tem sido muito razoável para mim.
E por isso agradeço, cada vez mais aberta e tolerante , as vezes ainda erro, mas sigo tentando... Andei abrindo algumas frestas do meu interior. Como diz uma amiga ao definir-me: Ora Pagú ora Amelie ora Joana Dark, ando sendo mulher muito inteira. Amistosa com meus defeitos.
A experiência de viver é um presente. Mesmo quando procuramos vaga para estacionar, derretendo nesses dias tão quentes, ou quando paramos e contamos as últimas moedas.
E o mais bacana é que não envelheci, apenas cresci esse ano. Envelhecer me parece pacato demais, derradeiro. E a bem da verdade, é que envelhecer é ter tempo para evoluir, com delicadeza e curiosidade. O movimento positivo da inteligência interna.
Voltei a andar de bicicleta e mostrei coisas importantes para meu filho. Esse ano ele aprendeu a lavar seu tênis e agora vai a padaria sozinho, e volta cantarolando entre um naco e outro de pão.
Passei dias pensando sobre a liberdade assumida por mim. Após tamanha deliberação percebi do que é a minha essência, meu recheio todo. Não sinto muros em mim. Não encontro fronteiras nem margem em meus paradigmas. Ando muito profunda. Rs. Isso também é bem cansativo.
Esse ano que passou cansei de me preocupar com ao alimentos menos indicados e cancerígenos, pois se depender dos especialistas, paramos de comer arroz e vivemos de fotossíntese. Ter dúvidas é bom.
Gosto cada vez mais da minha simplicidade com seu cheiro de chuva, picolé de limão, sorriso sentada no chão, pés descalços, colhendo acerola para comer a tarde. Cara limpa, com força e olhares apurados.
Equilibrando-me no inesperado eu sigo. Pois as coisas são como são. E quando eu não concordo com elas eu grito. Afinal, o que possuo de mais certo é esse meu sentir, e sentir é vida.
E desejar a vida é mesmo uma dádiva!
É pique é pique é pique.
Ra Tim Bum!
Parabéns para mim.

Amne

19-11-2013

21 de setembro de 2013

Tempestades barulhentas


Feixes de luz

Escrever é a desconstrução da alma, quando os significados transbordam dentro de nós. Acontece lentamente, a somatização do infinito. O desequilíbrio da racionalidade cotidiana.
É a expressividade, por vezes nula, de uma criatura exaurida de vida... ou quem sabe?! Com fome e sede das tempestades de flores embriagadas de cor.
Onde o branco brilha palavras em construção...

Amne


28 de agosto de 2013

...é sempre mais do que pode parecer...

Seca




...Alguém pode me comover?

Porque o meu cérebro parou.

Surpreender-me-ia, não fosse tanta ferrugem...


Amne

4 de agosto de 2013

Just one breath



Saudades do que sonhei.

O meu seu ideal
o tempo para cada coisa
A vida surpresa do amanhecer
Coisas que mudei em recheios alheios
andam me fazendo falta, e por aqui...
Tranquei meu baú...
Perdi as chaves e ferramentas
Vesti meus velhos pares de tênis
acalentando os despotados da lembrança.
... todos nós demoramos demais para compreender...


Amne 

20 de julho de 2013

Sempre

Hoje me dei conta que a graça de viver
é se deparar com o amparo sublime de quem
realmente nos quer bem.
Sempre é você que me recolhe nos braços.
Sempre será?
Amne

3 de julho de 2013

Enfim, sós!


Olhei e me vi, ali
um nada imenso
com aquela transparência cristalina ...
Estupidez de quem se entrega demais
Confia, e se estraga na amargura da solidão

É, é mesmo tudo uma grande tolice da minha parte
Uma grande tolice.
Foi o tempo que passou
e eu ali, o nada em formato de estátua
esperando um amor que nunca veio...

Enfim, sós!
Amne


sim


Vá para o inferno, mas volte.
Amne