18 de outubro de 2011
Expectativas
Minha coleção de Adeus
17 de outubro de 2011
Renascimento
Encruzilhada

É impressionante o quanto crescemos,
quando voltamos há infância.
Quando esquecemos do futuro,
e desamarramos a dúvida.
Enfim, não sei o que está acontecendo...
Sim, eu simplesmente não sei.
Surpreendo-me com minhas certezas...
Sempre sobrará a falta, qualquer caminho,
tento compreender...
Mas me parece que é assim.
Nunca restará coerência.
Amne
16 de outubro de 2011
Life
Admiráveis Diamonds
Domingando na chuva
Ainda bem que Deus fez a chuva,
e os homens fizeram os filmes, as locadoras e as cobertas...
Então, eu fiz um menino, com cabelo, para carinho de tardinha...
Uma gata qualquer fez a Abobrinha, felino que mora aqui, para espriguiçar feito uma louca...Parando assim o tempo do domingo!
Amne
Perfect L'amour
"L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent..."
15 de outubro de 2011
11 de outubro de 2011
Controvérsia
10 de outubro de 2011
Conversa de Filho
9 de outubro de 2011
Sobre meus deslimites

Minha poesia finalmente tem se tornado completamente insensata
Ao ponto de não mais questionar...
Nem mesmo o impossível
Um exercício bucólico com toda e qualquer irrealidade.
Das coisas suficientemente menores e até invisíveis...
Me despedi do tempo
Me desenhei na parede
Numa eloqüência incapacitada e até tardia.
Amne
7 de outubro de 2011
2 de outubro de 2011
Cadê meu chão?
26 de setembro de 2011
23 de setembro de 2011
Uma prova do que o tempo é capaz...
Parece-me que cada experiência em minha vida é única,
ao menos, até que me provem o contrário.
Talvez deva eu ser
marcas do tempo, prova do destino...
Um suspiro derradeiro;
sensação quase utópica de realidade.
Talvez deva eu ser
tudo o que você sempre quis...
Amne
ao menos, até que me provem o contrário.
Talvez deva eu ser
marcas do tempo, prova do destino...
Um suspiro derradeiro;
sensação quase utópica de realidade.
Talvez deva eu ser
tudo o que você sempre quis...
Amne
Thought of You from Ryan J Woodward on Vimeo.
10 de setembro de 2011
Sobre elefantes voando!
28 de agosto de 2011
Sobre o amor da sua vida!

Ontem enquanto declamavam, me voltei para o público que pairava naquele lugar. Observando os casais, vi uma certa eternidade ali...
O que afinal buscamos ?
Afinal me digam: Onde está o grande amor da vida de cada um de nós?
Olhem bem, cá estou novamente querendo negociar com paradoxos.
Minha “cara"... esta tal intransigência temática .
Enfim, naquele palco sem teto e sem nexo, apesar das grandes partituras da noite, cheguei à certas observações confusas.
Nos vendem utopias, buscamos o infinito e diga lá, uma perfeição tristonha.
Meninas, posso falar com certa veracidade acreditem, e isto bem que serve opostamente para os “meus” garotos que me decifram.
Tenho novas, velhas, para todos vocês:
-Príncipes e princesas não existem!
Deculpem-me, sinto mesmo informar .
O cara mais legal do mundo provavelmente não será o mais popular, nem deve ser o bonitão da turma. Aqui preciso fazer certas observações, porque muitas vezes coisas nos vêem quase tarde demais.
Talvez ele não dance tão bem, mas te fará rir ao ponto de pintar teu céu em segundos. Você sentirá calma em cada palavra dele, e ele não prometerá aquelas velhas ilusões perdidas. Ele será franco, doce e realista. Com uma certa simplicidade que só a verdade carrega.
Ele surgirá há cada dia um pouco.
Na primeira semana, é bem provável, que você nem sonhe ter uma vida ao lado dele, simplesmente porque à vida vai acontecendo. Ela acontecerá em semanas, meses ou anos. Mas um dia se olharão e terão a certeza de uma escolha.
Provavelmente ele abraçará cada sonho que você sonhar, mas é quase certo, que a grana será curta. Muito provável que ele não tenha cavalos brancos, nem compre Zara.
Mas lhe trará um bombom, um livro ou aquele abraço que você tanta cativa.
Talvez a flor não seja aquela da estação, mas vocês terão uma música, que também não estará em voga para ganhar o Grammy do ano!
Ela gostará dos seus detalhes, mesmo aquele que você mais odeia.
E se comprometerá em ficar acordado, frente à cada palavra que você teime em palavrear, apenas por se importar...
É certo que passamos muito tempo tentando conquistar aquilo que nos vendem, mas entendam: Amor não é mercadoria.
A plástica do amor nem sempre é perfeita.
Sim, ainda falo das coisas esbrumelengas.
Eu realmente não mudo, mas evolui um bocado.
Porque quem ama faz acordos com a vida todos os dias.
Eu queria apenas dizer uma frase e acabei prolixidades...
Não se limite, apenas mude o olhar.
Desenhe menos fantasias e deixe a vida se mostrar, acredite, já é o bastante.
Um dia você abrirá os olhos e eis que muito provavelmente, com mãos bem menos lisas, você olhará para lado e eis que você verá bem ali:
O grande o amor da tua vida!
Amne
22 de agosto de 2011
20 de agosto de 2011
LOGOSOFIA
Tudo bem, meus olhos nem sabem mais quem são.
Olhos sem identidade, aquela lá, em questão.
Filosofias controversas entre uma manhã e sua própria tarde.
Parece, enfim, que coisas se tornam tão menores.
Saí outro dia pela casa, colocando pingo em tudo que é "I".
Daí se fez mais barulho, madrugada toda.
Era cabeça tentando botar ordem nas escolhas do coração.
Até o momento se faz clara à falta de organização do meu contexto.
Um dia o tempo volta, ou quem sabe eu aprenda!?!
Amne
15 de agosto de 2011
8 de agosto de 2011
Hoje não
7 de agosto de 2011
Mais uma vez...
28 de julho de 2011
Blue
Minha pequena filosofia de Vida
"Com meu pé e com minha fé
Pois de onde venho
não existe passado,
nem raiz...
tão pouco existe,
alguma filosofia."
Amne
26 de julho de 2011
Barulhinho no silêncio

O mais provável
é que nunca eu consiga tirar de mim as marcas da sua falta
Eu vivo entre mundos perdidos,
Nada se encaixa em meu destino
Nada se torna um instante
Tudo é vazio e falta
Mesmo pulando amarelinha fora do meu ventre
Você ainda não sabe,
Mas por qualquer motivo divino
somos que é só
parte um do outro
Sinto sua falta!
Um certo barulhinho no silêncio
que muitas vezes a vida provoca...
Amne
Atenção Meninos!!!
Imagem:Andrew BushFalando das mulheres:
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza. Você não suporta TPM, depressão pós-parto, pré-menopausa, menopausa?? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, não menstruam, choram por nada, as vezes tem suas crises após dar a luz, gostam de falar do próprio dia.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode!
Luiz Fernando Veríssimo
25 de julho de 2011
Apenas mais de Maria

Sou unicamente
Aquilo que de mim fizeram
Adoradora do sol
Distante do universo comum
Triste, através dos olhos
Aconchego para alguns…
Simples falta de perdão
E mais algumas
Linhas mal desenhadas pelo tempo
Daqueles que mal me queriam
Do bem que me roubaram
Vazio deixado no prumo da história
A única Maria restando
O que resta depois do silêncio
Apenas,
mais de Maria...
Amne
Fotografia- Lee Jeffrie
14 de julho de 2011
Saudade daqui
16 de junho de 2011
Com minha Alma Revestida

De repente me encontro
Entre minhas futilidades
Deixei de ser o sonho de alguém
Deixei de ser meu próprio sonho
Continuo colecionando pedras
Pré-requisito para as minhas infelicidades conquistadas
Uma falta de zelo
Com minha própria integridade...
Continuo me absolvendo no final de cada dia
Enquanto defino,
definhando minha vida
Com toda a falta de toque
Que eu consigo armazenar
Em bolsos furados pelo tempo
Por dias vazios de outrora
Pelo silêncio que esculpiu minha história
Pela alma cansada
Por uma vontade agonizante
De ser o sol...
Amne
10 de junho de 2011
Veio a calhar

Pessoas,
achei outro dia esta crônica do Carpinejar, não tinha como não dividir com todo mundo.
Acho que não existe outra palavra que descreva o que tenho sentido tão bem. A palavra é INJUSTIÇA. E não é só uma palavra, é um sentimentozinho contraditório e injustiçado que só. Que arde, corrói a gente...Que também é o título da crônica.
Crônica que veio a calhar!
Boa leitura!
beijo,
eu
"INJUSTIÇA"
— Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece.
Não existe justiça no amor. O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.
É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.
O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.
O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.
Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.
É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.
Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.
Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor...
Fabrício Carpinejar
30 de maio de 2011
A menina que passa

As marcas nos seus olhos tristonhos
O colorido de suas asas
a flutuar sonhos e poeira
Numa fantasia faceira
Num último suspiro de vida
Cunhada na terra vermelha
No barro
Na simplicidade da arte
Na delicadeza da aurora
No tempo que não veio
Aquilo que um dia belo dançava entre as flores
Aplacando suas maiores dores
Seus lençóis
Sua sina de menina
Sua coleção de tempestades
De pedras e punhais
De véus acetinados
Da espera tranqüila de quem passa
De quem virá e de quem veio
Triste sina
Dos seus olhos tristes
Da fantasia faceira
De um sonho amanhecido
O Pó.
Amne
27 de maio de 2011
In the fields of my dreams

Talvez um dia se lembre de mim,
e minha intensa mania de sonhos
Talvez um dia o passado cobre caro a distância
Talvez esteja se calando
Hoje percebo, mesmo sem meus olhos
Não escuto mais com o coração
Vejo apenas,
Aquilo que nunca se falou
Talvez seja o fim...
Talvez apenas o começo
Existem noites onde estrelas brotam no céu
Penso em tudo que eu era, fui.
Lembro de tons
A música das palavras
E a incansável crença que residia aqui
Parece que tudo se foi
Talvez tenha sobrado quase nada
Eu sinto tanto ...
Amne
26 de maio de 2011
24 de maio de 2011
22 de maio de 2011
Pulp Fiction cool

Ando entre Pulp Fiction dear brothers e aquilo que chamam de cool. Tudo bem, tudo bem eu também não entendo.
Faz tempo que não conversamos, mas hoje parece ser um bom dia. Dentro das minhas neuroses intimistas, minhas psicopatias sarcásticas... Aquelas impressões surrealistas desta vida tão duramente real.
Mulheres em plena TPM deveriam ficar presas por alguns dias, ou deveriam ter aulas regulares sobre a arte de rir de si mesmas.E sem ferramentas disseminantes.
Você pode até nem me levar assim tão a sério...tudo bem, eu entendo. (tá, Mentira!)
Tratem de entender, ando à beira da loucura.
Mas falo de coração, ando longe de ser quem eu era ou daquilo que gostaria que o tempo fizesse comigo.
Preciso comprar calcinhas – isso é fato! (constrangedoras calcinhas), e pintar as unhas do meu pé seria bacana.
Ando puro mal humor.
Que vontade que me deu de repente de mandar todo mundo tomar Toddy!
Consegui memorizar uma música do Chico, que agora mais parece doença no meu ouvido. Deve ser uma doce decadência do meu ser.
Ou a simples falta que algumas pessoas me fazem...
Alguém aí pensa em dormir?
Muito à ser feito my dear! E amanhã também acabou a ingenuidade, finalmente entendi Esopo entre o sapo e o escorpião.
Pois bem, vamos esclarecer as coisas por aqui...já imaginava, não é? Já conheci o tal do escorpião! Hipoteticamente falando.
Algumas pessoas falam dialeticamente, outras o são...como as palavras.
Ah vá vá vá...está tudo bem no mundo dos cegos!
Chega por hoje, e tenho dito!
Amne
21 de maio de 2011
3 de maio de 2011
1 de abril de 2011
29 de março de 2011
9 de março de 2011
Dinossauro

Existe alguma coisa em ser mãe...
É uma espécie de fragilidade grosseira.
Percebi , estes dias, que ando meio pragmática com o molho no macarrão.
Tem anseios que o tempo leva e a gente nem viu...
Sente, já passou.
São impulsos mínimos.
São sorrisos quase eternos.
São, é noite inteira.
E uma complexidade em menos de um dia completado.
Agora têm lição de matemática, mas, tudo bem, ele é “fera”...
Existe reforço as quartas para português, e suas tramas de língua mais que composta.
Estamos aprendendo a fazer silêncio um para o outro.
Crescemos juntos nós dois, e mais algumas porções de nossas discussões de sim e de não.
Quem manda afinal na vida de quem?
Ele esta desvendando o próprio corpo, enquanto desvendo minha alma molhada.
Continuamos dançando e tomando chuva, mais da segunda!
Numa bem aventurança...
Nós dois.
Eu, e mais meio (de mim).
Pintamos a parede da sala. Plantamos margaridas, e alface.
Parece, que logo teremos flores (rs).
Na amargura, minha, ele ri.
Na dele, faço cafuné em silêncio... E logo passa...
Dias de um novo dia.
E.
A vida passa, passadinha...
Engraçada.
Molhada...
Mal passada.
Com brigadeiro antes do jantar.
Bronca antes do banho.
Gargalhadas na esquina.
Hoje, o dinossauro foi explicadinho:
Quatro braços e nenhuma perna.
Aquelas montanhas nas costas.
Dois olhos. Mas, ele também pode nadar.
Falta colorir, tudo porque a argila ainda está mole.
Conversamos sobre histórias que moram nas rugas, e que existem muitos lugares no mundo “todo”...
Papos que eternos dançam, dançarão intactos em minha mente.
Deve ser coisa de mãe...Em ser mãe...
Amne
3 de março de 2011
28 de fevereiro de 2011
Because we are human

É impressionante como seguimos
Na vastidão do vazio
Olhos vazios, diante a imensa vida
Que tanto grita doida.
Sozinha...
e Corações derramados em lágrimas.
Pedaços.
Porque tudo não passa da mesma histórinha
Porque em geral nem o amor acredita no amor
Talvez valhamos pouco
E quando olharmos novamente...
Passado.
Because we are human
and mankind is weak...
Talvez.
10 de fevereiro de 2011
Sem choro nem vela!

Estes dias parei para me consolar num samba
Que meu avô cantou pra mim assim:
“Quando eu morrer não quero choro nem vela
Eu quero uma fita amarela gravada com nome dela...”
E pasmem,
Hoje em dia a gente pouco chora nossos mortos
Por não ter tempo, nem fita amarela, nem amor contido
Ele bem que me disse
Que não queria nem choro nem vela.
Então, em respeito ao morto
Conti meu choro em sua homenagem
Pois a vida passa num suspiro de tempo
E o que sobra são as sobras de algum samba antigo
Que alguém canta findando o dia...
Velhos objetos em uma casa velha vazia
De gente
De história
E de som.
Fico aqui fitando o que passou nesta nossa (minha e dele)
Falta de história conjunta
Pois até o tempo nos roubaram
Tem nada não ...
Tínhamos habilidades parecidas
Como aquele enlace com a solidão
Contávamos bem os dias vazios
É bem provável que dele herdei esperança
E um certo gosto por História
E carne com caldo de feijão, e só
Paçoca, e a revista que tem uma página amarela
Aprendi também...
Alqueires tem variação dependendo de onde ele mora
Pro requeijão dar certo, a gente põe gota de limão
Daquele mais cheiroso, sabe?
Que banho frio demais, refresca.
Não devemos deixar de comer o que a gente gosta nunca
Mesmo que alguém tenha mandado.
Doce de leite (mesmo diet) é doce!
Pra sair se põe chapéu quando a pele é branca demais
Pra evitar as sardas
E jornal é sagrado.
Que nunca devemos nos abrir com estranhos, nem aqueles “meio” conhecidos
Que felicidade deveria se chamar domingo,
pois domingo é dia de gente da gente
Nos roubaram o tempo
Nos mostramos entre nós dois
Chegamos até a dar as mãos...
Sem choro nem vela
Conto o último conto
Dentro de todo meu suspiro de adeus!
Te vendo entre flores, que nem combinavam assim com você
Pensei que maior conforto te daria um colchão de marshmallows
Parece que nunca entenderam de nós.
A minha alegria está em saber
Que um dia já me vi em alguém!
Sente na ponta mais alta da nuvem vô, assim te verei mais vezes...
Até outro dia!
Amne
7 de fevereiro de 2011
Descalço

Tem tardes
Que bonecos, carrinhos e aqueles sons das voltas que você dá pela Terra
Ou por todos os mundos que te pertencem
Enluaram meus dias
Enquanto danço pisando nos confetes decorados
Aquela decoração sem cor dos preços grudados no pacote
Daquilo eu trouxe pra nós
E aquela refeição bem no fim da tarde,
Onde a gente faz silêncio nos olhos
Talvez as pessoas saibam mais que nós, e nossa bagunça que tem cheiro
De doce ou salgado
Que decidimos arrumar bagunçando
enquanto enfeitamos os pratos com desenhos de palito
Porque você e esta tua sabedoria das manhãs
Só faz me ensinar a viver
Você com quem o sol aprende a brilhar
Você que dança e ri sem desconfiança
Descompasso ou despedida
Preconceito ... ou inconstância
Dança com aquela graça daqueles que sonham
Que acreditam na vida
Pelo simples fato de terem vivido menos
E tudo ser descoberta.
Sonho, ilusão
Fantasia
Barulho sem graça
Brinquedo que fala sozinho
Que fiz na intenção
De copiar teus olhos
Melhorando minhas gotas de vida...
Amne
20 de janeiro de 2011
Procura-se sonhos

Onde será que perdi meus sonhos?
Não sei como, onde ou quando
Mas eles se foram um à um
Olhei dentro dos bolsos das jaquetas antigas.
Olhei dentro dos olhos que cruzaram meu caminho.
Olhei em minhas mãos vazias
Olhei pro céu procurando
Sem graça nenhuma, sem estrelas trêmulas...
Sem arco-íris.Sem cor...
Palavras sem valor enfeitando papéis.
Onde será que perdi meus sonhos?
Em qual esquina da vida?
Por qual cotovelo da esquina?
Engrenagens de vento me conduzem entre os dias
Dias sem sonhos
Nem mesmo aquele da padaria restou
Onde será que perdi meus sonhos?
Dentro do peito uma porta torta e barulhenta
Range seus dentes sem sonhos.
Assim perdidos no tempo em que existiram
Nas tardes, das manhãs nascidas da noite...
Olhei até embaixo da cama.
Não adianta, não restou nenhum.
Amne
11 de janeiro de 2011
Aquarelável

Quando dei por mim
Notei as notas ecoando pela vastidão calminha aqui dentro
E vi tanta coisa...
Vi que um dia
a gente vai aprender a respirar
Aí seremos menos escravos de olhos vazios
E Também quando falarmos mais baixinho
Sentiremos outra vez o vento
Guardando as entrelinhas dos dias
Até lá talvez tenhamos aprendido a não mais amar sozinhos
Sem aquela velha TV
Carta de quem tá lá longe e nunca se vê...papéis meio desbotados
Com algum tato
Um contato mais informal, até
Com melodias próprias, caras e cheias do que chamam de simpatia
Com aquele colorido típico de quem vive
Porque o universo é mesmo aquele montão de coisas que eu imaginava
Mas nem tinha notado...
Partindo aquele fim sem começo
Aquele começo do fim...
Minhas coleções de lágrimas
De segundos
De sonhos pintadinhos com lápis aquarelável
E dias e noites bem mais que azuis
Partindo aquele fim sem começo
Aquele começo do fim...
Parando o tempo só pra desnortear mais um vez a história da carochina
E seus livros ilustrados de ilusões...
Amne
10 de janeiro de 2011
8 de janeiro de 2011
Sambô música no sofá

Dentro de um coração,
Se inclinando vem...
Eis que ali,
a porta se abre... assim.
Deve ser Deus olhando por mim...
Vejo passar aquela jangada no vento
Quase um desejo de quem mora em mim
O silêncio em reza...
O silêncio e reza
A reza silêncio.
A reza em silêncio...
A reza em silêncio...
A reza em silêncio...
A pureza sempre tem fim
É Deus olhando por mim.
O silêncio em reza
O silêncio e reza
A reza silêncio...
A reza em silêncio...
A reza em silêncio...
Deve ser Deus olhando por mim...
Amne
19 de dezembro de 2010
26 de novembro de 2010
21 de novembro de 2010
Can't Help Myself

As coisas não saíram conforme o esperado
Mas quem se importa, não é?
Os Cortes ainda sangram
Jorrando uma aridez ácida
De fato não me faço entender na maioria das vezes
Não quero mais andar
Não quero voltar
A estagnação é ruim
De fato não me fiz entender
Mas isto é passado, e dizem que a vida seguiu
Tenho aquele novo segundo apontando no relógio agora
Mas não me faço entender
Não me faço entender
qualquer compreensão parece barata demais para meus pecados
Algumas absolvições saem caras demais
Algumas lágrimas também
Mas quem se importa?
Nenhum tipo de casulo é forte o suficiente
Certas influências fazem muito mal...
Talvez um dia
Silêncio seja alegria.
Amne
Quintana

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele.
Mario Quintana
16 de novembro de 2010
Surpresas

Não escrevi mais cartas,
agora, apenas amanheço.
Deixei de ver as coisas tão fáceis
É bem provável que mais dias passem
e a vida siga.
Sou agora, e em fim, aquela velha soma
de minhas complexidades.
Talvez eu nem sequer seja tão má
Talvez eu nem sequer seja tão boa
Talvez apenas a soma dos meus próprios paradigmas
Coisas bem menores me causam surpresa
Enquanto tolero imensidões
Sinto falta
Sinto tudo
Algumas Surpresas
com o tamanho do vento...
Amne
4 de novembro de 2010
Fazendo sentido...

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito e do trabalho, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam o brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte
ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não tentando um assunto que desconhece e não respondendo quando
lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar.
Estejamos vivos, então!"
(Pablo Neruda)
27 de outubro de 2010
23 de outubro de 2010
22 de outubro de 2010
Conselhos que a vida nos dá

Pois é minha velha amiga, a vida segue em seus conselhos diários. A vida segue.
Depois da última conversa tão nossa, veio aquele gosto do que fomos e esta nossa mania esquisita de iludir o amor.
Quem éramos ontem...
Pensei tanto, tanto... na pureza daquilo que ousei ser, quem me tornei hoje e estes resquícios de sonhos que um dia possui.Eu não era real, nada entendia das realidades tão reais.
Ah amiga. Quem éramos ontem...brincando com nossos destinos, dentro dos mais puros véus de renda. Isto que me forma tão dura, veio desta incapacidade que ando de chorar.
Isto que ilude o tempo, sente uma saudade tão intensa do que sonhava eu viver.
É o tempo brincando dentro dos nossos faz de conta.
É o peito naquele Tum-tum variável...
Matamos o amor e ele sem piedade nos aniquilou.
As palavras e mais as idas e vindas do tempo, deixando um gosto amargo até nas lembranças que teimam em Tum-tum , daquilo que tínhamos certeza.
Amiga...
Compramos agonias em ideias tortas.
Mas continuamos guardando as mesmas velhas chaves do peito...
Sinto mesmo falta de quem fomos.
Olhei atentamente em quem me tornei, tornamos.
Sorri fria pra última ruga na minha testa.
Eu nada sabia daquilo que dói. Sorrir era meu ápice mais infantil...
Hoje vejo com indiferença tanta intensidade advinda daquele tempo.
Quero que saibas querida, que lá no fundo de nossos olhares ainda somos as mesmas.
Talvez por isto, e por hora, tenha tu escutado Tum-tum em teus dias.
Digo apenas, a vida nos dá conselhos...
Muitas vezes acena eufórica nos conduzindo em caminhos quase utópicos de tão reais...
Um dia ainda seremos quem fomos.
Beijos
Teu coração é o caminho.
Amne
18 de outubro de 2010
Boa noite
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