19 de novembro de 2012
Reconhecimento
"Ela não sabia a exatidão daquele sabor em seus lábios.
Sabia apenas que era feito de um gosto triste e profundo.
Feito da falta.
Não mais reconhecia seus feitos.
Ela apenas ponderava os olhares..."
Amne Faria
16 de novembro de 2012
4 de outubro de 2012
Até logo
Hoje eu estou mais pobre. Hoje eu estou em LUTO.
Neste mundo em que vivemos, as pessoas começam bestialmente a confundir o banal do essencial. E hoje, eu posso dizer, que está faltando parte do meu essencial.
Vejo pessoas reclamando e abrindo suas bocas por tão pouco, miseravelmente dissolvendo a essência na rotina da vida, indo contra tudo aquilo que valorizo.
Hoje estou apartidária para poemas, textos, e manifestos... Eu quero apenas, olhar para a lembrança que carregarei durante todos os meus dias, até o meu ponto final.
Hoje não quero inventar saudade, quero senti-la minuto a minuto. De maneira a testemunhar mais uma página de história.
Já amanhã será outro dia...
Hoje, eu e o mundo, estamos mais pobres ao lançar um punhado de terra com um adeus dolorido, um punhado de terra que deixará uma enorme ausência no coração de cada um de nós familiares e amigos.
Mas para falar dele, não cabe o vazio, nem mesmo a morte. Mesmo mais pobre, falarei da sua VIDA...Preciso de paz na despedida...
Em 16 de junho de 1927, nasceu um grande homem. E hoje, ele nos deixa, carimbando em nossas almas a essência do que é viver de verdade.
É impossível não falar de suas virtudes: perseverança, trabalho, humor, integridade, discernimento, resistência, ternura, dignidade, sabedoria, serenidade e creio que a maior delas, sua maior virtude sem dúvida, HUMILDADE.
Foi assim,com muita humildade, que construiu, lá no interior de Goiás, uma família da qual se orgulhava e citava sempre que possível. Com onze filhos, 25 netos e 23 bisnetos, se assina o que chamamos de exemplo de vida.
Quantas pessoas conhecemos, que podemos dizer dignas de tamanhas virtudes? O mundo perde... Certa vez, li : “A humildade é a única base sólida de todas as virtudes.”
Tão humilde ele foi. Conhecia a fundo a sabedoria dos homens, e isso meus caros, nenhum banco de escola lhe forneceu. Sempre alimentou os seus, com o suor de sua inchada, e riu com a alma inteira, nunca espedaçada, como fazem a maioria dos letrados que conheço.
Pagou todas as suas contas, e em cada ato vivido, produziu simplicidade. Leonardo da Vinci, afirmou que: “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”
E como pode meu Deus, um singelo grande homem ter tamanha sapiência? ...Pois ele tinha. E com muita ternura ensinou para cada um de nós a igualdade e fragilidade humana, o valor do trabalho e da verdade.
É difícil não chorar, ao compreender o tamanho de nossa enorme perda hoje.
Fico pensando, e almejando que eu jamais perca meu tempo com coisas menores, e possa ser grande como ele foi, valorizando as coisas certas!
Que o pouco ou o muito que eu viva, transcreva em passos a frase Martin Luther King:
“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios.” Ele provavelmente, não conheceu Luther King em sua forma filosofal, mas sábio como ele só, viveu dessa forma.
Seu amor pela vida, pelas crianças e pelas pessoas, definiu para nós o homem que foi.
Sempre servirá de exemplo de humildade, retidão, amor e trabalho.
Hoje eu fiquei mais pobre e o mundo também!
Sua essência tocou e afetou a todos nós, vovô!
Um dos maiores e melhores homens que já conheci...
E por sua infinita amizade e compreensão deixo meu maior abraço, e aquele sorriso que me ensinou ser importante para o coração. Que sua dignidade impere dentro de cada descendente. E que sua luz jamais se apague.
Vá com os anjos!
Até a próxima vez...
sua neta,
Amne Faria
3 de outubro de 2012
"Procura-se por pessoas inteiras"
A humanidade está em crise decadente ainda?
Desumana, e quase em fase de absoluta decomposição.
Não sei não, mas eu, em especial essa semana, estou extremamente preocupada com todos nós.
É difícil não ser repetitiva, e em termos corriqueiros, com nossa completa falta de amor.
Cada vez é maior a vontade de ser qualquer outra coisa, em formato melhorado e menos dolorido.
Nosso Deus, estou tão cansada, dessa hipócrita massa fria...
Antes eu gritava com tanta força para que me escutassem, hoje, sequer, quero ser escutada.
Perdi o respeito pela palavra falada!
E diante a completa falta de respeito, o que sobra?
O auge da consideração lá no escritório, por exemplo,
é quando alguém tira o fone de ouvido quando o telefone toca e,
destina-se a entregar o telefone dizendo:
" É para você."
Cada vez sinto menor a vontade de interagir com o mundo.
Meu advertido e complexo mundo particular, me parece tão mais intenso...
Sinto falta de miudezas, de delicadezas e sorrisos feitos de alma.
Sinto falta de respirar no topo de qualquer lugar, com meus olhos bem fechados.
Enfim, a chuva voltou, e fiquei contemplando os pinguinhos transparentes lá na minha janela
...eles pareceram livres...
Os segui com a ponta dos dedos na janela ontem.
E eu chorei, olhando a chuva.
Pensei em desenhar casulos nas paredes da sala.
Densos e imensuravelmente aconchegantes, para eu me deitar.
Os meus dias tem sido muito difíceis, não gosto de "coitadismos"...
Mas, cansei de penar à humanidade.
Encontrei uma antiga caixa, cheia de mim.
A tampa rasgou com a história.
Fotos e bilhetes do tempo em que eu sorria...uma fita cassete da Nina Simone, rs.
Quem eu já fui, ali, tudo dobradinho com cheiro de passado.
Sinto tanto, eu sinto muito, eu sinto saudades!
O que fizeram de mim?! Para onde fui?!
Para aonde iremos assim?
Será que ninguém mais vê?
É uma luta inútil, esta de hoje em dia.
E olhar para isso, me fere...
Noites longas, e dias cada vez mais curtos...
Amigos muito doentes, sim.
Coisas ruins acontecem mesmo com boas pessoas.
Na caixa escrevi: "Até as pétalas das flores me pinicam!..."
Genial.
(Deus, eu tinha quatorze anos!?)
Elas sempre me incomodaram.
Hoje me rasgam. Reduzindo-me à migalhas...
Olhando para a chuva.
A gente não foge do nosso destino, mesmo.
As vezes, muitas, a chuva escorre nos nossos olhos, outras aqui dentro.
Ainda dentro da caixa...
É uma luta inútil, talvez quando tudo isso passar, compreendam.
Não quero mais enxergar além.
Talvez a ignorância seja libertadora, rs.
Talvez dentro dela exista a pureza da felicidade.
Quanto mais sei, mais sofro...
Então, mais me afasto de Deus e me busco nas orações.
Nossas pequenitudes...
Tem algum tempo que não quero mais fazer parte de nada.
Tem algum tempo que deixei de crer em qualquer coisa, apenas olho para a chuva na janela.
Talvez tamanho silêncio, seja para alcançar os decibéis dos olhos cegos.
A potência máxima do caos que vivemos...
Sinto muito por todos nós. Eu sinto mesmo...
Boa noite.
Amne
- 22/09/2012-
27 de setembro de 2012
23 de setembro de 2012
22 de setembro de 2012
21 de setembro de 2012
21-09-2012
... Delirante é essa vida que vivemos. ...Ando precisando, desesperadamente, tirar o pó da minha alma. Depois, ajeitar a cara. O hospício as vezes me parece tão aconchegante... Preciso: Diminuir todo o peso, comprar um pão, e sorrisos novos, não seriam nada mal. Penso em sair pelo mundo, olhando nos olhos... Enxergando em detalhes. Amne
11 de setembro de 2012
1 de setembro de 2012
Dislexia
"Para a comida das orcas, Krill!"
"Quanto mais eu canso, mais eu cresço
e encontro nas miudezas
meus maiores amores!"
Bom dia, DIA!!!
Amne
20 de agosto de 2012
Grande falta de entendimento
17 de agosto de 2012
Sem chance
Por dentro
15 de agosto de 2012
13 de agosto de 2012
20 de julho de 2012
Bem por aí mesmo
19 de julho de 2012
18 de julho de 2012
17 de julho de 2012
15 de julho de 2012
ai ai...

"(...)Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena."
Rubem Alves
14 de julho de 2012
Impaciência

Parece que andei poetizando demais o impossível
cheguei até há viver utopias...( talvez as mais belas)
Acreditei demais nos seres e suas dialéticas torpes
Pitando meus olhos com cores demais,
Vivi o amor mais solitário de todos os tempos (muito parcial)
Cavei minha cova com excesso de palmos
Me converti, resisti, desisti
Nunca dei para falsas franquezas
Me expus, chorei e sofri
Julguei e fui julgada
Agora observo em silêncio,
a vida.
Uma fábula sem moral.
Amne
13 de julho de 2012
12 de julho de 2012
15 de junho de 2012
5 de junho de 2012
Dia mundial do Meio Ambiente
ATENÇÃO, ATENÇÃO:
"Vamos salvar a Terra! é o único planeta com chocolate!"
Amne
1 de junho de 2012
31 de maio de 2012
The Little Rascals (1994) - Theatrical Trailer [HQ]
AdoroOOOO Levezas!
Super filminho que revi com meu filho estes dias.
Delícia!
Fica a Dica.
19 de maio de 2012
Alma velha com olhos gastos

Não sei, mas sempre pensei que envelhecer me traria mais calma. E de repente me pego envolta há múltiplos questionamentos, e até bem mais densos.
Pode até ser muita utopia de minha parte, mas eu acreditava que envelhecer me traria mais certezas e uma imensa paz.
Quando mais menina, tinha certeza que jamais seria esquecida. A vida me mostra hoje, que dificilmente serei lembrada.
Pena que não dá para se dobrar ao meio.
A pele está menos charmosa, ou talvez até mais, dependendo do olhar... Mas aqui dentro a angústia só mudou de posição, apenas para se ajeitar melhor no espaço.
Tenho uma amiga que diz que envelhecer faz a alma doer. Concordo e completo:
"Dói muito mais a alma, e tem dias que dói as costas e as pernas também."
Estou ficando mais chata e intransigente com o mundo, não seria esta uma época de mais ternuras?
Estou preocupada e sentindo tantas faltas:
Falta de ar, e de alguns amigos...
Falta de alguns amores, amores que amei sozinha.
Amor que pensei que nunca fosse fazer tanta falta.
Uma falta absoluta de óculos...
Sinto falta de algumas energias.
Mas o silêncio é cada vez mais presente, como essa solidão...incapacitante.
Achava que me teria encontrado com mais certezas, há esta altura do campeonato. Campeonato?
Ando velha para isso, pelo amor de Deus.
E quem sabe, um número mais restrito de desilusões.
Nossa... preciso muito descansar, já se vão mais de muitas horas sem dormir. Boa noite, mas rugas são aparatos desgastantes demais para a madrugada.
Amne
18 de maio de 2012
16 de maio de 2012
Faz de Conta

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada.
( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora.
Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte!
Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha Medeiros
"Não é sinal de saúde ser bem ajustado numa sociedade tão profundamente doente". (Krisnamurti)
"Muito Além do Cidadão Kane"
13 de maio de 2012
12 de maio de 2012
Sobre ser mãe

O mais bonito em ser mãe para mim:
É poder aprender todo dia e com alguém que ensina por olhares, te tornando melhor.
Ter oportunidade de exercer a integridade em cada ato.E sentir o amor saindo em cada poro do corpo, enquanto vela o sono daquele por quem doaria a própria vida sem exitar.
Um abraço ter um significado isento de palavras. É formar uma pessoa com dedinhos e valores dentro do seu próprio corpo.
É tentar escrever um texto que sempre estará inacabado, rs.
Amne
11 de maio de 2012
10 de maio de 2012
Aquilo que me Expõe

Então vou ficar assim em silêncio,
me guardando numa caixa de sapatos
Juntando minhas miudezas...
Com meus alfinetes e filós
Bordados feitos com vento,
e mais meio quarto de cicatrizes.
Porque em dias de sol
Eu choro um bocado de milagres
Para abrandar minha fúria,e o meu sentir...
Exatamente este sentir,
de quem espera vida da vida,
enquanto remenda a alma com chiclete.
Amne
8 de maio de 2012
4 de maio de 2012
3 de maio de 2012
Partes de mim
Quero muito!
"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais............................"
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais............................"
1 de maio de 2012
29 de abril de 2012
Reverência ao destino – Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”
Difícil é dizer “adeus”. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas…
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
Life is short

As vezes a normalidade me parece algo tão duro, já outras uma grande necessidade.
As vezes me olho na incerteza de me ver, tantos são os questionamentos e dúvidas que me percorrem. Numa fúria de uma tempestade natural...
Tenho todas as certezas do mundo, e todos os medos também.
Tenho todas as dúvidas do mundo, mais essa minha mania de mudar...
Já fui bem mais profunda!
Talvez eu nunca chegue à ser tudo o que eu sempre quis.
Talvez, algum dia me sinta maior. Não agora...
Pois a vida segue por rios que eu simplesmente desconheço, e então, deixo-a me guiar.
Sem tantas expectativas e anseios. Deixo-a me guiar...
Algumas feridas arderão para sempre, enquanto outras, enfim, se fecharam.
Não me preocupo mais em achar o que perdi na estrada.
Joguei fora muitos utensílios gastos.
E não quero mais encontrar o que perdi, passei muito tempo procurando.
Me cansei.
Apenas não quero mais encontrar o que perdi, passei muito tempo procurando.
Mesmo diante as peculiaridades, quero viver. A vida é curta demais.
É difícil demais perceber-se assim...Tão normal. Mas também é importantíssimo para nos aquietar no equilíbrio.
Amne
25 de abril de 2012
24 de abril de 2012
Nem só de poesia se vive

Tô amando este negócio de cheirinhos.Amne
Então, fui buscar o floral do meu filhote e me encantei com um óleo essencial (purinho da Silllllva e de verdade ...nada da China hahahah)...
É de "Lemonnglass" (vulgo capim santo, capim cidreira, capim limão) daí tive a feliz ideia de colocar 4 gotinhas na água do balde, para limpar a casa.
Fácil de achar em lojas especializadas, várias marcas e vários preços também.
Genteeeeee, que belezura, que batutinha.
A minha casa tá cheirando chazinho...Suave, suave...
Uma delícia!
"Lemonnglass" - Bom para: a concentração e a criatividade. Combate tensões mentais, dores de cabeça e enxaquecas. É o óleo do trabalho e da motivação, traz clareza mental, estimula a criatividade, a memória e a concentração e aumenta a velocidade de raciocínio.
Fica a Dica!
*Comprar óleos essenciais para limpar a casa.*
Legal, né?
Já diria a nossa Clarice Lispector:
"Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."
23 de abril de 2012
Toda a beleza da observação do silêncio
Amne
"O grande segredo da vida,
se dá quando paramos para observar e escutar os silêncios.
De repente olhamos para os lados,
e enxergamos quem realmente vale à pena.
Aí torcemos, misturamos e jogamos fora os restos.
Então, eternizamos aqueles que amamos.
Esses sim, serão.
E serão, para sempre!"
20 de abril de 2012
Sou também, Cora
"Goiás, minha cidade…
Eu sou aquela amorosa de tuas ruas estreitas,
curtas,indecisas,entrando,saindo uma das outras.
Eu sou aquela menina feia...
Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
esquecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estórias,fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas e sobrados e telhados e paredes.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,têm, aqui, suas raízes..."
Cora Coralina
Eu sou aquela amorosa de tuas ruas estreitas,
curtas,indecisas,entrando,saindo uma das outras.
Eu sou aquela menina feia...
Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
esquecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estórias,fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas e sobrados e telhados e paredes.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,têm, aqui, suas raízes..."
Cora Coralina
16 de abril de 2012
13 de abril de 2012
12 de abril de 2012
Opino
Amedeo Modigliani
11 de abril de 2012
10 de abril de 2012
8 de abril de 2012
Ironia prática
É exatamente assim
Tenho me tornado tudo isso que sou, e em tão pouco tempo...
Caminho transgredindo sugestivas profecias dogmáticas.
Sequer olho para as marcas deixadas ao caminhar.
Tudo vem chegando na mansidão de uma vida voraz.
Uma Ironia prática. Dolorida...
Amne
Male

É impressionante a capacidade humana de complicar as coisas.
Tem dias que ainda me assusto. Sim, ainda.
Quantas vezes terei que repetir: "Este não é caminho, oh Deus!"
Mas, é aquele negócio, nem tudo que é justo, acontece. Vá entender...
Justiça, virou algum tipo de “meme” sem cabimento, ou me engano?
Está perdendo campo e valor.
Despropositadamente a coisa está toda ao contrário. Temos manifestações humanistas virais!?
O lema mudou de: "salve-se quem puder", para: "salve seu rabo custe o que custar".
Tem situação que não tem conserto, tem situação desnecessária demais.
Tem cada uma.
Estes dias mesmo, resmunguei alto :
“Ninguém se preocupa com ninguém.”
E meu sábio filho, diante sua notória agudeza, trazida ao longo dos seus 8 anos, respondeu:
- É mãe, isso aqui virou Terra de ninguém!
“Ri” alto, diante tamanha incongruência entre fala e orador. Mas, é bem verdade, que isso aqui é mesmo Terra de Ninguém! Onde ninguém mais tem olhos, ninguém mais vê o outro.
Cegueira doentia.
É um desrespeito profundo e absoluto. Algo que ensinamos aos filhos, no trânsito, nas filas do banco, ao ocupar a vaga errada do estacionamento...
Sei lá.
Hoje me baixou uma tristeza, em especial pela última semana.
Vi tanta gente fazendo tanta coisa boa, numa intensidade comemorativa, uma campanha pelo BEM. Mas também tive o desprazer de me deparar com a pequeneza da raça.
Dá uma vontadezinha de correr.
De jogar a toalha.
De dizer: É isso aí, vocês venceram. Sejamos, então, todos diminutos!
Como ensinar respeito diante o desrespeito?
Como ensinar amor diante o desamor?
Como ensinar força, diante tamanha fraqueza...
Ah, nem quero mais entender nada.
Pessoas e suas loucuras individuais, sociais, patológicas...Psicossomáticasneurais, rs. É um tal de complicar a vida!
Tudo tende sempre à simplicidade. É mesmo uma pena, mas faltam olhares. Percepções aguçadas sobre a simplicidade da paz.
E tenho dito: Falta de paz enfraquece o coração e a alma.
Ao amor persevera a vida, em contra partida, não tem força no mundo que sobreviva ao desamor.
Hoje eu estou assim, meu cheia do saco cheio.
Desculpem-me, mas advirto:
Deve durar um pouquinho mais esta minha completa impaciência com a humanidade.
Amne
arte. Anton Semenov
6 de abril de 2012
5 de abril de 2012
Espelho espelho Meu

Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce.
Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega.
Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer.
Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela.
Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante.
E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida.
Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe.
E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que costumo ser):
se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta.
Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto.
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim.
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou.
Meio gata, meio gente. Desconfiada. E independente.
E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo.
Quer me prender? Nem tente.
Quer me adorar? A escolha é sua, vá em frente!
(Fernanda Mello)
28 de março de 2012
Contra minha Vontade
20 de março de 2012
Método ou antídoto?
18 de março de 2012
Something
Nunca entendi muito bem do que sou feita, afinal
Só sei que não sou daqui.
Tentativa de me reconsiderar numa versão melhorada
Mas tem jeito não
Sou que é só amor
Saudade, e poesia do brejo
Queria parecer-me menos poeta
E mais brincadeira
Porque eu fico brincando de palavras
e Lá fora sol...
Queria ser cada qual existe
Não fora tanta fantasia e só
Menos fúria , e talvez e até, mais doçura
Ter amores nos bolsos da saia
E lembranças como heranças de família
Sonhando sonhos impossíveis.
Amne
14 de março de 2012
Falando de mim...
Eu sou um ser totalmente passional.
Sou movida pela emoção, pela paixão ...tenho meus desatinos...
Detesto coisas mais ou menos.
Não sei conviver com pessoas mais ou menos.
Não sei amar mais ou menos.
Não me entrego de forma mais ou menos.
Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo...ESQUEÇA-ME!
Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção...ACOLHA-ME!
Se você se assusta com esse meu jeito de ser, AFASTE-SE!
Se você quiser me conhecer melhor.APROXIME-SE!Se você não não gosta de mim, IGNORE-ME...
e quando eu partir...NÃO CHORE!
Clarice Lispector
11 de março de 2012
Sonhei o vazio
Talvez eu esteja mesmo em busca do marco zero,
e minha distração na maioria das vezes, mais me atrapalhe do que ajude.
Sinceramente meus sentidos apurados andam todos falhos.
O que definitivamente não é bom.
É excesso de informação, são excessos de situações... Tem até excesso de sentimentos.
Tá ficando dificultoso pontuar as próprias necessidades.
A vida encurtou muito nos últimos tempos, mesmo eu determinando “futurismos” para ela.
Ampliando sonhos inúteis.
Esperei demais para ser o que sou. E continuo sendo Maria Ninguém.
Cansei de me procurar. As vezes nesta estrada só vejo vazios.
Queria praticar mais “Nadas”.
Eu queria correr de mim.
É inútil decepcionar-me outras tantas vezes.
Esta autodestruição nem sempre é sadia.
Quando se observa a vida, um segundo passa devagar demais...
Não queria mais esperar sutilezas.
Tudo o que eu mais almejei foi ser frágil por um segundo inteiro.
Despertar em algum silêncio colorido e bom...
Amne
Imagem. Claudio Souza Pinto
8 de março de 2012
5 de março de 2012
4 de março de 2012
A Garota do calendário
Garota do Calendário
Mais uma vez me encontrei atrasada na execução deste artigo, mas contrapondo, a própria correria mordaz me trouxe o assunto ou inspiração da vez.
Hoje o certo seria escrever sobre Marias, mais uma vez. Mas já que a pauta são as mulheres, e na história mundial não faltaram grandes nomes, vou fazer um parênteses tentando ser o menos injusta, ou o mais justa possível. Claro que esta é a minha visão da coisa, e isso é altamente variável e individual.
Pensei em selecionar nomes para montar um grande calendário que remontasse a história feminina e emancipativa da mulher no mundo.
Teríamos grandes nomes, como: Simone de Beauvoir, Anne Sullivan, Joana d’Arc, Madre Teresa de Calcutá, Marie Curie... Sim, eu sei, jamais poderia fazer uma lista primordialmente justa.
Voltemos então às Marias. Mas, não qualquer Maria. Uma Maria contemporânea e não menos guerreira ou inovadora que aquelas já anteriormente citadas. Falarei de mim e de outras, talvez de todas.
Mais uma Maria, debaixo desta terra quente das últimas semanas.
O mundo não anda lá grande coisa, e ser mulher e “Maria”, já deve ter sido ao menos mais valorizado por essas bandas. Somos Marias sem terra, somos Marias de ninguém. Toda a “boniteza” de ser mulher anda se esvaindo nos cantos da atualidade.
Vivemos à esquizofrenia de se fazer mulher. Quem trabalha fora quer um lar, quem tem lar quer emancipação, quem não tem, acha Graça. Não tem mais lugar para ser Maria. As mulheres andam mais "macho" que muitos homens, que também não sabem para onde se foi a beleza da macheza masculina. A bem da verdade é que anda duro ser Maria!
Ainda mais, Maria de ninguém. Digo isso por mim, transcrevendo para vocês um único dia de Maria:
A loucura toca alto às 6h da matina!
Como ginasta, num pan olímpico, viro estrela enquanto preparo o café, coloco o blazer que as vezes não combina com o tênis. Desço atrasada pulando degraus, puxando criança, e uma mochila...Volto, pulando degraus, um ferro tinha sido esquecido todo vaporoso.
Suada, suando entro no carro que não pega. Só vale pensar palavrões, afinal olhos amendoados me observam na parte de trás do banco. O carro funciona. Três sinais vermelhos, e pegaram minha vaga mais uma vez. Arrasto mochila, esquecendo a criança. Volto, atrasada, pego criança mochila e agenda.
Enfim, minha mesa, enquanto ligo o computador um tempo para o primeiro grande suspiro do dia. Trabalho. Monto trabalho. Reunião. Mais trabalho.
Vontade de um xixi ( Vai ter que ficar para depois!), esta é a parte que paro tudo para atender uma empresa: Aí fico pensando em muitas coisas, pois o “cara” traz uma mídia sem nome, sem embalagem, sem dados. Não sabe o que vende, e na verdade, nem sabe quem é o cliente, neste caso, eu ali, que represento a empresa.
Sim, ele me torna mais dispersa e cansada que o rotineiro.
Um Coaching no meio da manhã...Já falei da monografia que desenvolvo atualmente?.
É, preciso comprar sabão em pó. A impressora falha, penso em mais palavrões, na verdade imagino palavrões em formatos diferentes.
No alto das 14h chego em casa. Almoçar hoje, só amanhã. Então, trabalho mais: estendo roupa, lavo banheiro, outro trabalho, monto trabalho da faculdade. Tem o jantar da criança e o banco fecha as 16h e agora?
Acabou a ração da gata! (esta é a hora que imagino que ela deveria fazer fotossíntese, como as plantas da sala. Em compensação as plantas estão precisando de água, urgente!).
E no meio de tudo, o menino faz : natação, dança, xadrez!
E leva criança...busca...trabalho ...abasteço o galão de água, hora da ajudar e supervisionar a lição da terceira série. Nesta parte, engulo meio pão velho antes de correr para a faculdade, e seus trabalhos.
Tenho uma bolha no pé, outra bolha na mão. Então, cochilo no meio da aula, na realidade me teletransporto cerca de três minutos para minha cama...Ah, a minha cama! Quase uma miragem.
Já são quase 00h e tem roupa lavada na máquina, lá vamos nós.
É hora de dormir, amanhã é sábado, dia de faxina forte.
O espelho me diz para dar uma corridinha no meio da tarde. Também preciso fazer as unhas, ainda serei a Garota do Calendário.
Todo sonho de Maria. Das Marias de ninguém. Das Marias de hoje em dia.
Então, apenas me resta dar os Parabéns a todas as mulheres que são,
serão e já foram Marias!
Amne Faria
Mais uma vez me encontrei atrasada na execução deste artigo, mas contrapondo, a própria correria mordaz me trouxe o assunto ou inspiração da vez.
Hoje o certo seria escrever sobre Marias, mais uma vez. Mas já que a pauta são as mulheres, e na história mundial não faltaram grandes nomes, vou fazer um parênteses tentando ser o menos injusta, ou o mais justa possível. Claro que esta é a minha visão da coisa, e isso é altamente variável e individual.
Pensei em selecionar nomes para montar um grande calendário que remontasse a história feminina e emancipativa da mulher no mundo.
Teríamos grandes nomes, como: Simone de Beauvoir, Anne Sullivan, Joana d’Arc, Madre Teresa de Calcutá, Marie Curie... Sim, eu sei, jamais poderia fazer uma lista primordialmente justa.
Voltemos então às Marias. Mas, não qualquer Maria. Uma Maria contemporânea e não menos guerreira ou inovadora que aquelas já anteriormente citadas. Falarei de mim e de outras, talvez de todas.
Mais uma Maria, debaixo desta terra quente das últimas semanas.
O mundo não anda lá grande coisa, e ser mulher e “Maria”, já deve ter sido ao menos mais valorizado por essas bandas. Somos Marias sem terra, somos Marias de ninguém. Toda a “boniteza” de ser mulher anda se esvaindo nos cantos da atualidade.
Vivemos à esquizofrenia de se fazer mulher. Quem trabalha fora quer um lar, quem tem lar quer emancipação, quem não tem, acha Graça. Não tem mais lugar para ser Maria. As mulheres andam mais "macho" que muitos homens, que também não sabem para onde se foi a beleza da macheza masculina. A bem da verdade é que anda duro ser Maria!
Ainda mais, Maria de ninguém. Digo isso por mim, transcrevendo para vocês um único dia de Maria:
A loucura toca alto às 6h da matina!
Como ginasta, num pan olímpico, viro estrela enquanto preparo o café, coloco o blazer que as vezes não combina com o tênis. Desço atrasada pulando degraus, puxando criança, e uma mochila...Volto, pulando degraus, um ferro tinha sido esquecido todo vaporoso.
Suada, suando entro no carro que não pega. Só vale pensar palavrões, afinal olhos amendoados me observam na parte de trás do banco. O carro funciona. Três sinais vermelhos, e pegaram minha vaga mais uma vez. Arrasto mochila, esquecendo a criança. Volto, atrasada, pego criança mochila e agenda.
Enfim, minha mesa, enquanto ligo o computador um tempo para o primeiro grande suspiro do dia. Trabalho. Monto trabalho. Reunião. Mais trabalho.
Vontade de um xixi ( Vai ter que ficar para depois!), esta é a parte que paro tudo para atender uma empresa: Aí fico pensando em muitas coisas, pois o “cara” traz uma mídia sem nome, sem embalagem, sem dados. Não sabe o que vende, e na verdade, nem sabe quem é o cliente, neste caso, eu ali, que represento a empresa.
Sim, ele me torna mais dispersa e cansada que o rotineiro.
Um Coaching no meio da manhã...Já falei da monografia que desenvolvo atualmente?.
É, preciso comprar sabão em pó. A impressora falha, penso em mais palavrões, na verdade imagino palavrões em formatos diferentes.
No alto das 14h chego em casa. Almoçar hoje, só amanhã. Então, trabalho mais: estendo roupa, lavo banheiro, outro trabalho, monto trabalho da faculdade. Tem o jantar da criança e o banco fecha as 16h e agora?
Acabou a ração da gata! (esta é a hora que imagino que ela deveria fazer fotossíntese, como as plantas da sala. Em compensação as plantas estão precisando de água, urgente!).
E no meio de tudo, o menino faz : natação, dança, xadrez!
E leva criança...busca...trabalho ...abasteço o galão de água, hora da ajudar e supervisionar a lição da terceira série. Nesta parte, engulo meio pão velho antes de correr para a faculdade, e seus trabalhos.
Tenho uma bolha no pé, outra bolha na mão. Então, cochilo no meio da aula, na realidade me teletransporto cerca de três minutos para minha cama...Ah, a minha cama! Quase uma miragem.
Já são quase 00h e tem roupa lavada na máquina, lá vamos nós.
É hora de dormir, amanhã é sábado, dia de faxina forte.
O espelho me diz para dar uma corridinha no meio da tarde. Também preciso fazer as unhas, ainda serei a Garota do Calendário.
Todo sonho de Maria. Das Marias de ninguém. Das Marias de hoje em dia.
Então, apenas me resta dar os Parabéns a todas as mulheres que são,
serão e já foram Marias!
Amne Faria
1 de março de 2012
29 de fevereiro de 2012
Ser feliz ali.
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.
Caio Fernado Abreu
24 de fevereiro de 2012
21 de fevereiro de 2012
Transitoriedade
A vida se modifica numa urgência quase assustadora.
A vida se transforma enquanto silenciamos tudo aquilo que por nós passou...
É uma alegria quietinha, um bocejo ...
Notas de flauta doce pela casa num domingo...
Fugacidade de quem sente saudade.
Transitoriedade das minhas expectativas.Passagem!
... Muitas vezes só uma questão de ponto e vírgula.
Amne
19 de fevereiro de 2012
16 de fevereiro de 2012
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