4 de novembro de 2010

Fazendo sentido...


"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito e do trabalho, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam o brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte
ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não tentando um assunto que desconhece e não respondendo quando
lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar.

Estejamos vivos, então!"
(Pablo Neruda)

3 comentários:

Juliano disse...

"A vida esta ai pra ser vivida intensamente, opondo se a morte"

Juliano

Rolando disse...

oi menina. tudo blz? estive aqui. muit legal. apareça por lá. abraços.

Paula Figueiredo disse...

Oi Amne!

Adorei ler isso aqui. Concordo!

Viver vale o risco!
Abraço!
E vamos confiar na vida! ;)