29 de julho de 2008

Presta atenção

Olha o que se fez

O que pretende afinal?Senão agonia? Sabe o tanto que me tem ajudado? Como consegue ter alguma idéia de dimensão? Talvez você tenha até percebido... E hoje zomba da minha meninice que não passa!
Parace que algo mudou.
Tantos dados, conceitos e ideologias que estavam na caixinha, agora estão pegando um certo pó.
Tanta saudade dançando no vento.
Descobri que o tempo não cura, também não aniquila tudo que tenho tentado sentir, andei achando é que ele é muito, muito cruel. Tenho passado os momentos solta no precipício, mas não há de ser nada.
Comecei a cavar a minha própria superfície, em geral chego onde ninguém vê.
Abaixo tem tanta coisa ...o nosso elo invisível continua aqui guardando segredos.
Parece que aconteceu uma intimidação real dos fatos.
Mas também não há de ser nada, muitas vezes torno pura intimidação, acabo que não percebo os atos tão falhos meus.
Continuo inutilmente, apenas não me dei conta desta, como eu posso dizer...proximidade?
Ultimamente o que mais tenho guardado são os pedaços de fuga.
Porque para mim o que é importante, é bem pouco visto de longe.
Nem ira crescente, nem mesmo distância que anda tornando a vida sem cor!
Não tem como, espero cada fração do mísero segundo para ver se algo acontece, decifrando tudo que é migalha, crio fantasias que sequer estão aqui, nesta presente história.
Então me sinto tola , querendo virar o mundo ao contrário.
Apenas os problemas continuam no seu plantão diário. Minha teimosia com a vida, as dores vem e vão, eu as devoro numa ânsia com o amanhã.
Quero apenas estar por aqui, ser , tornar...
Ando blefando, tamanho medo de me mostrar, falaram do meu estado “mutante”,sorri.
Fugi novamente deste tipo de tom.
Sou eu apenas, um pouco, muito...cheia de irregularidades cruas, puras, incontestáveis.
Por que na realidade as possibilidades são mínimas, fiquei pensando o que é realmente palpável ?
Talvez apenas olhares o sejam, são pelo menos um pouco mais verdadeiros, não é?
Em geral tudo está tão quieto, na realidade, eu paro o mundo, cada vez que olho.
Apenas não contei antes, para não desmotivar o riso.
Espero não ter sido conservadora em demasia.
Andei inclusive fazendo mágica. Até fiquei transparente, você acredita? Claro que acredita! Hoje passou por mim, dentro de mim, sequer percebeu. Fiquei tão chorosa no meu vazio transparente... chovi por dentro, ali estática.
Não há de ser nada, acabo virando também cicatriz.
Doces os inquietos, andam a afagar o que restou depois que me furtaram a vida.
Sabe, parei de sonhar!
Só não conte à ninguém , sonhar chega a ser imoral..
Ando tão preocupada, olhei meus pés, vi que viraram pedras!
Aí sim, de chorosa virei foi choro.
Mas existiam lágrimas não... não as admito no meu tom árido, só solidão caia no rosto cheio de sentimentalismos baratos.
Não fui embora, estou aqui como sempre!
Talvez acabamos por escolher nosso caminho.
Sinto sua falta!


Amne

2 comentários:

MAP disse...

Parabéns, e muito sucesso para esta empreitada.

Sílvia Calazans disse...

Estou por aqui, sempre na torcida!! Muitoooo bom saber que seus textos estarão disponíveis na net, vou trabalhar pelas recomendações, vc merece...!!! Bjos, querida.