2 de janeiro de 2010

Dentro do labirinto do Fauno


Me perdi de mim...me perdi em um labirinto de um “fauno”... com aquela mistura toda entre o bem e o mal.
Rasguei meus pulsos na hera densa e fechada da vida.
Caminhei passos contrários vindos de mitologias regionais. Aprendi a colecionar erros, perdi até a compaixão pelo espelho.
Voei para um inferno feito de gelo.
Vivi uns tempos na fortaleza de minha solidão.
Descuidei das palavras e dos tons, em especial das ações que regem o movimento da Terra.O bem, o certo e o justo.
Certa vez me descreveram assim... em uma carta que me descrevia aos poucos, e com cuidado:

“...E você com aquela voz preguiçosa pela manhã... vem e diz bom dia, e dá um sorriso contando seus sonhos, e me mostrando alguma poesia, e um arco-íris se pinta sozinho no céu ... e assim eu ganho força pra continuar e seguir em frente...”

Onde eu fui parar?
Onde fica a parte da frente das histórias?
Perdi todo o encanto, aquele charme que a ingenuidade trazia da pureza do” ser menina”, e assim transparecia.
Tornei-me mais amarga e densa, um fato irrevogável ...
Mas enfim hoje sou uma mulher de cara limpa, e com os pés presos com os cravos e a trindade esquecida.
Tanto para compreender ainda meu Deus...
O primeiro passo é voltar a “cantar” poesias preguiçosas ao abrir dos meus olhos...simples, como eu sempre fiz...
Escrevendo sobre devaneios , ao som de mantras de paz...dos tempos vindouros que anseio por aqui.
Amne

Um comentário:

Vanessa disse...

:)....mais uma que gostei mto..

bjoo amiga poetinhaa