26 de agosto de 2009

Falta de ar


Quando a vida escorre
O mais sensato seria fechar a mão com firmeza.
Mas quem somos nós contrariando músculos?
Como descartar erros? Fechar os olhos basta ?
Engolindo caroços em nome de qualquer vazio
Fraqueza em nome da coragem?
Nada por acaso, momentos de um único olhar.
Quando a vida teima em lhe mostrar algo...
Porque fechar as pálpebras com tanta firmeza?
Deve ser o lamentar posterior.Tão normal pra todos...
Delculpe-me, este mundo eu não aceito,não compreendo.
Este mundo não foi feito pra mim.
Assim o que existirá, senão escuridão ?
A ira que enche teus olhos, é a mesma que povoa meu coração
Que ódio este que me preenche,
cada vez que lembro minha condição em tua vida:
Sua. Nossa.
Enfim algo comum...
A tristeza chora ao ver a falta que dividimos com o sol e a chuva.
Porque aprendi a fazer casa debaixo da pele
E desenhar sonhos
Pra você dormir...
Estar dentro, provavelmente é o mesmo que ser ar.
Deve ser algum jeito selvagem de estar.
Amne

2 comentários:

João disse...

haha, depois sou que pego pesado né?
Sua poesia é tão pesada que me faltou ar de verdade,não sei:

Sentimento e natureza são a mesma coisa?

você me deixou em dúvida, mas não vou nunca pedir que você faça uma canção como se deve, branca, suave
muito limpa, muito,leve,sons,
palavras, são navalhas.
E tua essência não te deixa escrever como convém:
Sem querer ferir ninguém(...)

É , eu sou apenas um rapaz latino americano que perde o ar diante da tua poesia, cada vez vale mais viver a insustentável leveza do ser... poema pleno.bjo.

uma poetinha... disse...

áh meu amigo...meu peito e meus olhos acabam cortando e falando mais até que minhas palavras...cansei de falar e falar para quem não sabe ouvir, possui olhos e não vê...nem tem nada dentro do peito...
rs
bjokas