10 de setembro de 2009

Tudo tão complicado


Querendo descanso, ando carregando esquecimento.
Ninguém sabe das minhas dores,
estas que carrego com a distração que os planos trazem...
Estas que fabricaram comigo deste tão cedo.

Tentar ser forte nunca me permitiu ser.
Sempre deixei as ondas quebrarem...
Parece que o tempo perdido não volta.
Parece que o tempo perdido não passa.
Parece que hoje o tempo é meu senhor...
A armadura tem me deixado cansada.
Corro descalça, sangrando só pras noites e dias.
Estico as mãos pra solidão que me olha com descazo.Nem liga...

Então, me obrigo aos acontecimentos.
Mesmo sem compreender o que dizem
Vivemos eu e a insanidade, sendo antes sonho
hoje o que está claro pra todo mundo...
mas ninguém vê.
Esta normalidade anormal, que teimam todos em tomar como o certo...
Eu não tenho mais sentido.
Eu não faço mais sentido.

Apenas não quero mais provar odisséias
em plena quarta.
Quero uma tarde na rede...
talvez eu até peça por favor.
Quero mais feriados na segunda.
E tenho uma profunda necessidade de sol
baldes de carinho, e pitadas de paz com olhares carentes.
No final, viver talvez até seja legal...
Apenas quero viver mais poesia.
Amne

4 comentários:

Uma menina... disse...

Cansada...

João disse...

Até gostaria de comentar esse poema, mas , felizmente já o fizeram:

"Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor(...)"

uma poetinha... disse...

Vai ver tudo isso é porque a HUMANIDADE É DESUMANA...RS...OBRIGADA QUERIDO.

Fabrício Mohaupt - Tito disse...

O poema é lindo, mas passa uma sensação de descontentamento, de decepção.
Preciso lê-la mais.